A Polícia Civil do Pará investiga se houve erro médico na
declaração da “primeira morte”, há quem diga que foi um milagre ou algo
sobrenatural. Havia cerca de 50 pessoas no velório.
Kelvys foi internado em um hospital estadual com febre e
falta de ar na sexta-feira (12). À noite, o hospital declarou a morte da
criança, na declaração de óbito aponta como causa da morte insuficiência
respiratória, broncopneumonia e desidratação.
As cavidades de seu corpo foram tamponadas e Kelvys foi
colocado em um “lençol de cadáver”, que é uma espécie de saco plástico, para
depois ser levado à funerária.
De acordo com informações do hospital cedidas ao Folha, ele
passou cerca de três horas sem poder respirar. A família, porém, diz que
retirou os algodões de suas narinas, boca e abriu o saco plástico.
Durante o velório, segundo a pastora Maria Raimunda Batista,
ele “estava se mexendo o tempo todo”.
O pai do menino, o agricultor Antônio dos Santos, diz que
por volta das 14h as pessoas presentes começaram a fazer massagem cardíaca no
menino, até que ele cuspiu restos de algodão que haviam sido colocados em sua
boca.
Logo depois, diz, o menino sentou no caixão e disse “Pai,
água”.
“O povo entrou em pânico, a avó dele desmaiou. O pai e a mãe
dele ficaram muito felizes”, disse a pastora. O menino foi levado ao hospital
imediatamente, segundo o pai, mas já chegou morto.
Investigação
O pai do menino diz acreditar que a criança reagiu aos
medicamentos que haviam sido dados no hospital na tentativa de ressuscitá-lo
depois que o óbito já havia sido declarado, e por isso acordou no velório.
A direção do hospital afirmou, em nota, que só será possível
esclarecer o episódio caso o corpo da criança seja exumado.
De acordo com a Polícia Civil, a depender dos depoimentos
colhidos na fase preliminar da investigação pode ser determinada a abertura de
inquérito e feito o pedido de exumação.
O hospital deixou a investigação a cargo da polícia. “Se a
criança estivesse viva, ela não ia aguentar ficar tanto tempo tamponada. Por
isso que achamos estranho e queremos também uma explicação”, afirmou a diretora
do Hospital Regional Abelardo Santos, Vera Cecim.



