10 de nov. de 2016

Papa não se manifesta sobre vitória de Trump

Pontífice discorda da proposta de muro para impedir entrada de imigrantes. Autoridade Palestina crê que Trump não vai se opor a estado independente.


Para a Itália as relações com o presidente eleito ainda são uma incógnita – Reprodução
Para a Itália as relações com o presidente eleito ainda são uma incógnita – Reprodução 

A situação dos imigrantes também esteve entre as preocupações de líderes europeus, diante da eleição de Trump.
Ao redor do Mediterrâneo, divisões, surpresas e prudência também no menor país do mundo.

O papa não comentou a vitória de Donald Trump



Não é segredo a discordância do pontífice com a promessa do candidato republicano de construir muros para impedir a entrada de imigrantes nos Estados Unidos.

É a iniciativa mais temida por Francisco, que já deu uma sentença:

 “Quem constrói muros não é cristão”.

O secretário de Estado da Santa Sé, Pietro Parolin, acha que a promessa de Trump, na campanha, tenha sido só uma frase de efeito.
Para a Itália, país que recebe milhares de refugiados do Norte da África e Oriente Médio, as relações com o presidente eleito ainda são uma incógnita. Mas a diplomacia fez o seu papel.

O primeiro-ministro Matteo Renzi ressaltou a amizade histórica ítalo-americana e se disse disposto a colaborar.

Do outro lado do Mediterrâneo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deu as boas-vindas ao presidente eleito e chamou Trump de grande amigo.

Um negociador palestino, Saeb Erekat, lembrou que tanto o partido Democrata como o Republicano são favoráveis a criação de um Estado Palestino independente de Israel.

Se Donald Trump optar realmente por um maior isolamento do país em relação ao resto mundo, analistas acreditam que a responsabilidade e a função da Europa na condução da política internacional deverão aumentar nos próximos quatro anos.

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