Personagem gay e orçamento de US$ 300 milhões aumentam expectativa sobre o filme.
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| O projeto inicial da Disney era o de criar uma versão não musical do desenho – Reprodução |
Se o interesse pelo primeiro trailer, que chegou a 92
milhões de acessos no primeiro dia, se confirmar nas bilheterias, ganharão
força as adaptações com atores reais de “Dumbo”, com direção de Tim Burton, e
“Aladdin”, de Guy Ritchie, previstas para o ano que vem; e ainda as de
“Cruella”, com Emma Stone, “O Rei Leão”, de Jon Favreau, e “A Pequena Sereia”,
de Lin Manuel-Miranda, ainda sem data de estreia. As vendas antecipadas de
ingressos para “A Bela e a Fera” nos EUA já mostram números superiores às
reinvenções de “Cinderela”, de 2015, e de “Mogli”, no ano passado.
"O desenho permite mudanças radicais de tom que não
cabem em um filme com personagens de carne e osso. Não dá para sair da comédia
de Gaston (Luke Evans) e LeFou (Josh Gad) e pular imediatamente para cenas de
fato assustadoras, como o ataque dos lobos, ou filosoficamente mais sérias,
como as questões que atormentam a Fera (Dan Stevens). A cola que une o desenho
e o meu filme é a música. Ela foi a minha guia, a responsável por levar a
história para a frente", afirma Bill Condon.
Vencedor do Oscar de melhor roteiro por “Deuses e monstros”,
em 1999, indicado pela direção de “Chicago”, em 2003, e responsável pela
adaptação do musical “Dreamgirls Em busca de um sonho” para o cinema, Condon
precisava de uma Bela capaz de cantar. O projeto inicial da Disney era o de
criar uma versão não musical do desenho, para atrair também plateias
masculinas. O diretor conta que a explosão de “Frozen Uma aventura
congelante”, em 2013, fez o estúdio dar o braço a torcer e apostar em sua visão
de uma Bela e uma Fera cantantes e dançantes.
Emma, no entanto, jamais havia cantado em público, mas o
diretor não se fez de rogado: a atriz, um óbvio chamariz para crianças e
adolescentes que cresceram acompanhando a sabichona charmosa de “Harry Potter”,
teria de topar fazer testes de elenco. E soltar a voz nos números hoje
clássicos da trilha criada por Howard Ashman e Alan Menken, hits também no
musical homônimo que ficou 13 anos em cartaz na Broadway, com adaptações em 20
países, incluindo o Brasil.
"O desenho tomou forma no ano em que nasci, há vinte e
seis anos, e foi importantíssimo para mim em meus anos de pré-adolescência.
Sabia todas as músicas de cor. Os ensaios e o treinamento constante de voz
foram tão fundamentais para mim quanto a modernização que eu e Bill Condon
fizemos de uma personagem já distante da princesa tradicional dos clássicos da
animação", conta a atriz inglesa nascida em Paris, quando seus pais viviam
na França.
“A Bela e a Fera” já
apresentava uma protagonista mais independente, cuja paixão pelos livros e a
capacidade de ver além das aparências seriam cruciais para a transformação da
Fera em príncipe.
Na nova encarnação do filme, o centro da história é o mesmo,
com a missão de Bela em libertar o pai (interpretado por Kevin Kline), preso no
castelo de um ser assustador. Uma mágica terrível fez com que os empregados se
transformassem em objetos falantes, e o conto de fadas só termina quando a Fera
encontrar um amor verdadeiro.

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