Recife concentra a maioria dos casos com 27 confirmações, sendo 11 de síndrome respiratória aguda grave.
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| O Recife e Pernambuco não têm registro até o momento de óbitos relacionados a este vírus – Reprodução |
A explosão de casos da gripe H3N2 alerta para um ano de
atenção a este tipo de influenza que não teve circulação em 2016. A ocorrência
desse vírus tem saltado aos olhos em 2017, antes mesmo do período de inverno,
quando em geral as influenzas se tornam mais comuns. No Recife, até 4 de março,
foram 16 casos positivos do quadro leve de H3N2 e 11 de síndrome respiratória
aguda grave (SRAG) contra nenhuma ocorrência em 2016.
Aliado à ocorrência de H3N2, a Capital também verifica um aumento de 4,4% nas
ocorrências ambulatoriais de síndrome gripal e aumento de 7,5% para SRAG em
geral. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) também confirmou que até a metade
de fevereiro o vírus ainda teve formas graves confirmadas em Jaboatão, Goiana e
Barreiros. Em todo ano passado, Pernambuco teve dois casos de SRAG por H3N2 e
um de síndrome gripal.
O Recife e Pernambuco não têm registro até o momento de
óbitos relacionados a este vírus, mas o Brasil já soma 13 mortes. Natália
Barros explicou ainda que partes dos pacientes que tiveram resultado positivo
para o H3N2 na Capital relataram viagens recentes a locais onde o vírus tem
maior circulação, como África e Arábia.
O virologista da Fiocruz Pernambuco, Lindomar Pena, explicou
que clinicamente o H1N1 e o H2N3 são indistinguíveis, sem exames laboratoriais
que os diferencie. Contudo, enquanto o H1N1 que circula desde 2009 tem um
arranjo triplo de genes de origem suína, humana e aviária, o H3N2 é totalmente
humano. Ele destacou ambos precisam de atenção médica e antirretroviral
específico porque abrem portas para infecções bactérias secundárias, que podem
levar a morte.
A infectologista do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, Regina
Coeli, acredita que a vacinação nacional contra a influenza, que marcada para
iniciar entre abril e maio, deve frear esse avalanche de casos. “A vacina será
instituída. Haverá proteção e assim diminuição”, tranquilizou.
No Brasil já são 243 casos de H3N2 ligados à síndrome gripal, 98 de síndrome
respiratória aguda grave até 18 de março. Em 2016, os números das duas
apresentações somaram apenas 11 casos no mesmo período. O Ministério da Saúde
esclareceu que as vacinas de gripe já trazem a imunização contra a H3N2, H1N2 e
Influenza B, conforme preconiza a OMS. Anualmente, o que pode mudar são as
cepas da composição das doses.
Os grupos mais vulneráveis para o H1N1 e H3N2 são os mesmo.
Pessoas com 60 anos ou mais, gestantes, mulheres com até 45 dias pós-parto,
crianças de 6 meses a menores de 5 anos, doentes crônicos, trabalhadores da
saúde e populações indígenas são prioritárias para a vacinação.


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