Para o administrador, a indefinição acaba afetando ainda mais a estabilidade e recuperação do País, em um ambiente de crise.
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| O chefe do Executivo estadual afirmou que o segredo “gera um ambiente de desconfiança – Reprodução |
O governador Paulo Câmara (PSB) criticou o clima de
insegurança provocado pelo sigilo em torno dos pedidos de inquérito
apresentados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo
Tribunal Federal (STF), em razão da delação premiada da empreiteira Odebrecht.
O chefe do Executivo estadual afirmou que o segredo “gera um
ambiente de desconfiança desnecessário” e que é importante que o conteúdo seja
divulgado. Para o administrador, a indefinição acaba afetando ainda mais a
estabilidade e recuperação do País, em um ambiente de crise.
“O que a gente está vendo é um conjunto de informações que
não foram oficializadas ainda. Isso gera um ambiente de desconfiança
desnecessário. Estamos com o País em um momento tão difícil. São dois anos de
tanta crise econômica e política que se chegou em um momento como esse que há
um conjunto de ações que podem ter desdobramentos importantes para o País.
Então, é importante que isso seja divulgado”, avaliou Paulo Câmara, após
abertura de encontro dos secretários de Agricultura Familiar do Nordeste, na
última quinta-feira (17).
Os pedidos foram apresentados na última terça-feira e o
relator do processo na Corte Alta, Edson Fachin, não deu publicidade ao
contéudo dos autos, intensificando a ansiedade das lideranças políticas em
Brasília. O próprio procurador-geral da República, Rodrigo Janot, autor dos
pedidos, seria favorável à liberação do contéudo.
Alguns nomes foram vazados, entre eles, ao menos seis ministros, deputados
federais, senadores e ex-presidentes. Em Pernambuco, o nome do ministro das
Cidades, Bruno Araújo (PSDB), foi o único que saiu em listas extra-oficiais.


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