Alguns dos integrantes do primeiro escalão do governo Michel Temer estão em mais de um pedido de inquérito na lista de Rodrigo Janot, há cinco ministros no total.
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| A Corte precisará de novos recursos para investigar os 83 fatos expostos pela Procuradoria – Reprodução |
O Ministério Público Federal se fecha em copas diante da
pergunta de um milhão de dólares: o próprio presidente está no rol daqueles que
terão alguma providência pedida a partir das delações da Odebrecht? Resposta de
todas as fontes: vamos aguardar o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal
Federal, levantar o sigilo dos documentos.
Tal situação equivale, na prática, a fazer letra morta do
critério anunciado pelo presidente para afastar ministros: saem temporariamente
os denunciados, e definitivamente os réus. Com parte significativa da Esplanada
atingida no peito por citações de envolvimento em esquema de propina ou caixa
2, o governo poderá ficar temporariamente paralisado.
De imediato, a inanição política e administrativa do
Executivo coincidiria com o dia de paralisação nacional anunciado pela
oposição. O risco é de que o Congresso, com a cúpula igualmente alvejada,
também não se ocupe mais de nenhuma pauta que não diga respeito à própria
sobrevivência. Reformas da Previdência e trabalhista devem entrar, num primeiro
momento, em compasso de espera, cujo ritmo será ditado pela Lava Jato.
Por fim, o Supremo ficará como uma sucuri que engoliu um
boi: terá de digerir o petardo de Janot por meses, mais de ano, até. A Corte
precisará mobilizar novos recursos para investigar os 83 fatos novos expostos
pela Procuradoria. Isso além dos subsídios a investigações já abertas que
constam do pacote.
BESSIAS, UM ANO
Lula e Dilma terão casos analisados fora do STF
Os pedidos de Janot para investigar os ex-presidentes Lula e
Dilma serão enviados ao juiz Sérgio Moro. Janot não manteve os petistas por
conexão no STF, como defendiam alguns integrantes do grupo de trabalho que
analisou as 78 delações da Odebrecht.

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