A Congregação Evangélica do Bope, fundada em 1995 pelos agentes do batalhão, ganhou espaço próprio.
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Para participar dos cultos, os fiéis precisam se identificar
e são revistados – Reprodução
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Desde o dia 20 de maio, diariamente um grupo de 80 a 100
pessoas entram na sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), na
Zona Sul do Rio de Janeiro para participar de cultos. No dia da inauguração, o
presidente da ONG Rio de Paz, o pastor Antônio Carlos Costa fez uma pregação,
falando da importância espiritual do “nascer de novo”.
A Congregação Evangélica do Bope, fundada em 1995 pelos
agentes do batalhão, ganhou espaço próprio. O Templo que atende a tropa de
elite da Polícia Militar mais temida do país foi erguido numa área de 80
metros quadrados, ao lado do saguão onde fica uma enorme bandeira da
corporação, com o tradicional símbolo da faca na caveira.
A obra, que custou cerca de R$ 50 mil foi feita totalmente
com doações, explica o presbítero e subtenente do Bope André Monteiro. O
material foi doado por simpatizantes do Bope em todo o país, como membros da
Associação do Ministério Público do Norte e Nordeste; magistrados, como o juiz
federal Wilson Douglas, e pela própria corporação. A mão de obra foi feita
pelos PMs e de moradores da favela Tavares Bastos, onde fica a unidade.
Um dos diferenciais é que, para participar dos cultos, os
fiéis precisam se identificar e são revistados, seguindo as normas do batalhão.
“São regras básicas de segurança”, ressalta Monteiro. Após os cultos, não se
pode visitar a unidade. Para isso existe um programa específico com
agendamento.
A igreja já recebeu visitas de cantoras famosas do meio
gospel, como Fernanda Brum e Ana Paula Valadão. Mas o período de louvor dos
cultos normalmente fica a cargo da Tropa de Louvor, a banda gospel do Bope. Os
músicos, conhecidos como ‘Caveiras de Cristo’ já tem um CD lançado.
“Para nós, missão dada é missão cumprida. Inclusive quanto
às coisas de Deus”, finalizou Monteiro.


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